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Debate sobre PCHs fará parte do Fórum Alternativo Mundial da Água 2022

  • Foto do escritor: Ednilson Gomes
    Ednilson Gomes
  • 22 de mar. de 2022
  • 2 min de leitura

Entre os dias 22 e 25 de março, acontecerá, em Dakar, capital do Senegal, o Fórum Alternativo Mundial da Água (FAMA) 2022. Para conferir o site oficial do evento, em Dakar, clique [aqui].


Simultaneamente, entidades brasileiras organizaram o FAMA 2022 Brasil/Dakar. Para acessar a programação do evento no Brasil, clique [aqui].


Além da programação de mesas redondas, o evento contará com uma vasta programação de atividades autogestionadas propostas por movimentos sociais, ONGs e instituições de pesquisa, tendo o direito à água com tema central da discussão. Para conferir a programação completa de atividades autogestionadas, clique [aqui].


O debate sobre PCHs fará parte da atividade "Privatização da água por Pequenas Centrais Hidrelétricas: lutas e resistências no Brasil", que será coordenada por membros da ONG REDItabapoana e contará com a participação de outras organizações.



Sobre a atividade:


O Brasil é o segundo maior produtor de energia hidrelétrica do mundo, ficando atrás apenas da China. Historicamente, o país é conhecido pela construção de grandes usinas, como Belo Monte e Itaipu, que além da alta produção de energia, também causaram – e continuam causando – consideráveis impactos sociais e ambientais. Com menos visibilidade, mas igualmente impactantes, as Pequenas Centrais Hidrelétricas (PCHs) se espalham pelo território brasileiro sendo fortemente incentivadas pelo governo desde o início dos anos 2000. Ao ocupar bacias hidrográficas e rios menores, além dos impactos ambientais, como alterações hidrológicas, perda de hábitats e até mesmo extinção de espécies, a construção destas barragens também altera negativamente o meio social, dificultando o acesso à água na área de influência direta do empreendimento, impossibilitando a pesca e impedindo a realização de outras atividades econômicas menos impactantes, como ecoturismo e turismo de aventura.


Um mapeamento realizado em 2021 apontou que mais de 90% das pequenas hidrelétricas em operação no Brasil são controladas pelo capital privado, incluindo multinacionais de países como China e Canadá. Enquanto os impactos e conflitos ficam em território brasileiro, sendo compartilhados com toda a sociedade, os lucros são privatizados e direcionados apenas aos acionistas destas grandes empresas, configurando uma clara relação de injustiça ambiental. Partindo deste contexto, o objetivo desta atividade é propor um debate sobre a expansão das PCHs em território brasileiro, tendo como questões norteadoras a privatização da água, o controle do território e os conflitos socioambientais.


Neste debate, as organizações/movimentos/redes que estão propondo a atividade, além de outros atores sociais convidados e demais participantes, apresentarão relatos de experiência sobre a instalação de PCHs em seus territórios, compartilhando saberes e formas de organização e resistência de comunidades locais contra a instalação destes empreendimentos. Além disso, espera-se que este momento de reflexão ajude a pensar em propostas para fortalecer a integração destes grupos e avançar no debate sobre a privatização da água por empreendimentos hidrelétricos.


Estarão presentes:


- ONG REDItabapoana (site/instagram)

- ONG Caminhos da Serra (facebook/instagram)

- Programa Rios Livres (site/instagram)

- ONG Rio Pardo Vivo (site/instagram)

- Associação Angá (site/instagram)

- Instituto Gaia (site/facebook/instagram)

- Associação VIME (instagram)

- Officina de Estudos do Patrimônio Cultural (UENF) (site/facebook)


🗓️ 25/03/2022 (sexta-feira)

⏰ 9h (horário de Brasília)


Ao vivo no canal do YouTube da ONG REDItabapoana


Link: https://www.youtube.com/channel/UC8GLNE01N-DvGvMks1V6ENA


Contamos com sua participação!!!

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O Observatório de PCHs pretende reunir artigos, dissertações e teses, além de outras produções técnicas, acadêmicas e midiáticas, facilitando o acesso a essas informações e dando visibilidade aos impactos e conflitos envolvendo as PCHs no território brasileiro.

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@2018 Observatório de PCHs por Ednilson Gomes (Currículo Lattes)

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